R?u eJu?za

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N?o se pode tirar o todo pela parte; n?o se pode estender o particular para o geral; ? certo. Mas, a situa??o que o v?deo evidencia demonstra que h? algo de muito complicado?em se reduzir as causas da criminalidade ? desigualdade?de oportunidades. Intuo at? que admitir?que a pobreza ou a desigualdade social influencia na conduta da pessoa rumo ? criminalidade – al?m de n?o corresponder ? realidade sens?vel, j? que a esmagadoras maioria das pessoas pobres ? simplesmente honesta – ? um grande preconceito para com os menos afortunados e ? atitude de aliena??o do indiv?duo.

Sim, pois falar que a criminalidade?tem sua origem na desigualdade social, ou melhor, sem manipula??o sem?ntica eufem?stica, na desigualdade econ?mica, ? admitir de alguma forma que os pobres s?o prop?cios ao crime pelo simples fato de serem pobres!?E, a contr?rio senso, denota tamb?m a admiss?o de que “os ricos” s?o menos violentos. O que, pra mim, depois de d?cadas de advocacia observando no f?ro?os mais diversos dramas da fraqueza humana, soa como agress?o est?pida ao senso de realidade objetiva.

Por outro lado, tal reducionismo milita em prol da aliena??o do indiv?duo como “fim em si mesmo”, como unidade cognitiva e aut?noma, como verdadeiramente um “ser”. Se se admite que a conduta violenta ? fruto do meio e das condi??es econ?micas,?inapelavelmente se est? negando ?s pessoas a sua?autonomia, est?-se negando a elas ?a pr?pria dignidade humana. Pois o erro ? do homem, se se lhe tiram a condi??o de errar, lhe tiram a pr?pria condi??o de “ser humano”.

Veja o v?deo em que o r?u reencontra sua antiga colega de classe como ju?za e n?o consegue conter os prantos.

Por que ele chora?

Palavras da Magistrada:

“Olhe para voc? e olhe para mim. Partimos do mesmo ponto, mas voc? seguiu por um caminho que n?o lhe trouxe um bom futuro. Sinto muito ver voc? nesta condi??o.”

Noutro trecho:

“Ele era um dos melhores meninos com quem estudei.”

Ser? que?sua f? no determinismo socio-econ?mico e na ideologia igualitarista (irracional) n?o se abala diante disso?